Vai-se a primeira pomba despertada...
Vai-se outra mais... mais outra... enfim dezenas
de pombas vão-se dos pombais, apenas
raia, sanguínea e fresca, a madrugada...
E, à tarde, quando a rígida nortada
sopra, aos pombais, de novo, elas, serenas,
ruflando as asas, sacudindo as penas,
voltam todas em bando e em revoada...
Também dos corações, onde abotoam.
os sonhos, um por um, céleres voam,
como voam as pombas dos pombais;
no azul da adolescência as asas soltam,
fogem... Mas aos pombais as pombas voltam,
e eles aos corações não voltam mais!.
Raimundo Correia
- Maranhão (1860-1911)
quarta-feira, 13 de julho de 2011
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